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  <title>Sobre coisas...</title>
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  <updated>2007-04-12T04:55:18Z</updated>
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    <title>coisas</title>
    <published>2007-04-12T04:55:18Z</published>
    <updated>2007-04-12T04:55:18Z</updated>
    <content type="html">As vezes não se entende a razão&lt;br /&gt;Ser tão aflitiva&lt;br /&gt;Ser tão possessiva&lt;br /&gt;Ser tanto eu&lt;br /&gt;Quando não sei mais me ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a diferença entre eu e algo além&lt;br /&gt;É que eu sei o que está além de mim&lt;br /&gt;Mas não sei as minhas delimitações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desespero?&lt;br /&gt;Talvez.&lt;br /&gt;O som da minha voz na escuridão da minha mente me apavora&lt;br /&gt;E como não ser? Eu me pergunto.&lt;br /&gt;Se para mim está tão cheia de mim é sempre uma agonia&lt;br /&gt;Me exteriorizar é sempre o melhor caminho pra me esquecer&lt;br /&gt;No meio de pessoas alheias&lt;br /&gt;Que não vão me ver realmente, apenas olhar e deixar-me ir&lt;br /&gt;E assim irei e irei ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me encontrando está tudo bem.&lt;br /&gt;Me ser ainda dói.</content>
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    <title>juli_malfoy @ 2007-02-08T01:56:00</title>
    <published>2007-02-08T05:00:41Z</published>
    <updated>2007-02-08T05:00:41Z</updated>
    <content type="html">- Julie, você gostaria de não ser alguma coisa?&lt;br /&gt;- Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma pessoa poderia entender o que nunca tive coragem de contar. E nesse exato momento, quando sinto a velha sensação voltar a minha pele, os velhos sentimentos virem a tona, eu penso: Ainda bem que ainda sou metade ele.</content>
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    <title>entrelinhas</title>
    <published>2007-02-08T04:47:50Z</published>
    <updated>2007-02-08T04:56:04Z</updated>
    <content type="html">O mais importante não estará óbvil, por que senão seria fácil demais decifrar o mundo. &lt;br /&gt;  Então eu te meto numa confusão, em que palavras puxam outras e sentimentos são descarregados do mais profundo esquecimento para o momento presente. Até que tudo se misture numa confusão tão initerrupta e rápida em frente aos seus olhos, que não vai saber em que parte teria que ter parado e prestado atenção. Ai notará que perdeu algo muito importante lá atrás, só não sabe onde. Mas eu sei. &lt;br /&gt;  É proposital, apesar de eu não ter o controle. Mas nada é fácil mesmo, muito menos eu.  &lt;br /&gt;  Uma vez eu descobri, que conseguia passar por lembranças de quase 20 fatos diferentes em poucos segundos e conseguir chegar a uma conclusão apropriada para o que eu precisava no momento. As vezes facilita quando sua vontade é simplesmente infernizar a vida de alguém você conseguir lembrar de vários pontos em várias situações em que ela possivelmente estava errada e você certa. Mas as coisas tem vários pontos de vistas, e como eu disse, nem sempre são óbvias as conclusões que se pode chegar porque há o elemento desconhecido, há os sentimentos e a rede complexa em que aconteceu o acontecido. Parece meio complexo tentar explicar, mas não fazer. Desfazer é o problema.&lt;br /&gt;  Admitir um erro é errar. Você está indo contra a sua lógica para aceitar uma alheia, quando a sua foi confirmada por uma série de argumentos mentais, baseados por vários fatos, até chegar aquela conclusão. Não estou dizendo que as lógicas que fazemos estão sempre certas, mas só garantindo que estamos errando duas vezes se voltamos atrás do que erramos, porque passamos a confiar nos outros. &lt;br /&gt;  E confiar em qualquer pessoa além de si mesmo é, no mínimo, um grande erro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Você pode até não me entender, até porque levei minha vida inteira tentando. Mas nunca finja que nunca tentei falar. &lt;br /&gt;  É que tudo em mim só é perfeitamente entendivel quando se lê as entrelinhas.</content>
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    <title>...</title>
    <published>2007-01-21T05:04:53Z</published>
    <updated>2007-01-21T05:04:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A desinteressante idéia de viver sem sonhos pode não me agradar, mas me abate nesse momento. E sonhar talvez seja a única maneira de nos prendermos a alguma coisa, ou pelo menos ter um rumo. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não sonho, mas estranhamente possuo certas certezas sobre o meu futuro. Não seriam exatamente sonhos, ou não sonhos na concepção que possuo deles. Sonhos são coisas inalcançáveis ou de difícil alcance, isso eu não tenho. Tenho as certezas de coisas que quero que aconteçam no futuro e que sei que vão realmente acontecer. Parece estranho, ou talvez para alguns profético demais, mas ocorre simplesmente dessa forma.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As vezes eu me pergunto, “e meus sonhos antigos aonde foram parar?”, e relendo algumas coisas antigas que reparo que eles foram parar no meu presente ou até mesmo no meu passado já passado.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não sei ao certo como, porque esforço nenhum eu fiz. Aí segue-se em mim o susto, ter uma vida fácil em relação a fazer o que se quer também não é uma idéia interessante.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Diante disso só posso dizer:&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Que bom que minha vida não são como minhas idéias... &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>(          )</title>
    <published>2007-01-18T02:20:40Z</published>
    <updated>2007-01-18T02:20:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As mentiras que agente não conta, são muitas palavras e conversas que ficam pra trás. Quando não se tem mais verdade, e a vida parece por demais correta, não há o que dizer, não há o que fazer e não se faz. Parece absurdo, mas sinto falta das mentiras banais. Daquelas que se conta pra aumentar o assunto, ou fazer alguém ri. Mas a vida perdeu a graça, perdeu a vida. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E as vezes é difícil entender como se chega a certos pontos, e me pergunto se são apenas palavras... mas palavras nunca são apenas palavras, não quando um mundo pode ser feito com elas. A complexidade então vem do vício, do meu vício tão absurdo por elas, mais que pelo toque, mais que pelo olhar, mas sempre por elas. Em cada esquina, em cada minúsculo segundo de minha vida, lá estão elas me narrando o mundo para eu poder vivê-lo. E agora me encontro eu num mundo em que não consigo achar as palavras, continua-las, torná-las interessantes de ser ditas e ouvidas. Me apavoro e me calo, como num susto tão grande me torpe.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O silêncio é a minha maior dor. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Sobre filmes e sobre a vida...</title>
    <published>2007-01-14T19:50:56Z</published>
    <updated>2007-01-14T19:50:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Violência. Medo. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;São essas as principais coisas que causam emoções e prazer ao ser humano hoje em dia? Porque o interesse tão grande em desastres, mortes, assassinatos, tiroteios, grandes ações de criminosos ou policiais? Eu me pergunto isso a cada vez que vejo uma criança me pedir um filme de terror para ver, ou o número absurdo de pessoas que pedem filme de ação, “ olha, mas com bastante tiro, hein!”. Tem que haver tiro, sangue, gente morrendo aos montes sem motivo algum. Torturas agora também entraram na modo, quanto mais alto a vítima gritar e quanto mais nojento e depreciativa for a morte, mais bilheteria e mais locações vai ter.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Mas qual o motivo? Essa massificação de coisas que deveriam ser ruins e prejudiciais, é para o que exatamente? Formar seres humanos frios e que se divertem com a decadência alheia? Seres com poucos sentimentos de piedade e pouca noção de certo e errado? Pessoas fortes para suportar o mundo atual, ou melhor, para ignora-lo... afinal, quem hoje se importa que matem milhares de pessoas por dia com bombas numa guerra inútil? Quem chora ao ouvir no noticiário o número de mortes diárias? Quem se apavora quando um serial killer novo aparece? Ninguém, alias, todos até se emocionam e querem saber os detalhes do modo de matar desse novo maníaco, saber se as próximas vitimas seguem&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;mesmo fio de raciocínio, e então vem especialistas e tudo o mais e transformam o monstro no mais novo astro nacional. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Estranho. O mundo simplesmente se tornou estranho. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E as crianças, as pobres crianças que já nasceram acustumadas a ter&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a morte por perto, a não ter segurança, vêem no medo uma forma de divertimento. Elas gostam de ter medo, se assustar vendo filmes, vendo coisas horríveis e provavelmente inapropriadas para a mente delas. Que tipo de seres estamos criando? Que tipos de pessoas elas serão? Conseguiriam ser mais frias que as pessoas de hoje em dia? Mais cruéis? Apostaria que sim. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;E a tristeza que me abate ao pensar nessas coisas é tão grande, que hoje, nem Amelie Poulan me alegraria. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Inicios...</title>
    <published>2007-01-13T02:57:48Z</published>
    <updated>2007-01-13T02:57:48Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- E quase como não sentir, entende?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Acho que não. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ela sentou mais perto, a mão ainda pousada sobre a perna direita, enquanto a outra alisava o contorno do banco onde estava. Queria conseguir se aproximar. Haviam barreiras.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Você devia tentar algum dia. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Porque eu iria querer uma coisa tão...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- tão...?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- ... Fria, talvez, não-humana. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele a encarou como se fosse um bicho, um ser insignificante, alguém que estava longe do seu nível intelectual. Mas por fim sorrio. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- A condição humana não me agrada. A fraqueza, a solicitude, o doar-se. Porque repartir-me, quando posso ser inteiro? Porque deixar que parte de mim se vá num toque, quando posso me tocar e ainda me ter? Porque deixar que me tomem de mim mesmo? Não quero enfraquecer, não quero me doar, me entregar. Eu só tenho a mim, assim como você querida só pode ter a você. Entende?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Acho que quem não entende é você. Essa conversa, os telefonemas, os encontros, não se doou? Acredita na possibilidade, realmente crer não esta se dando em momento algum, mas está. Parte de você vive &lt;st1:personname w:st="on" productid="em mim. Inevitável"&gt;em mim. Inevitável&lt;/st1:personname&gt;, nasceste humano, nasceu para compartilhar. E não, não quero não sentir, quando tudo que tenho são sentimentos, quando tudo que me forma é&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;meu amor, meu carinho, meu sofrer e até minhas lágrimas. Seria nada sem sentir. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Tolice minha criança, tolice. Sentimentos só te enfraquecem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Porque não ser fraca, então? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- Para não se machucar. Para que as pessoas não te afetem de um modo irremediável, para que não se torne vulnerável e depois pague pelas conseqüências. Oh quantas vezes eu quis que não fosse assim, quis me entregar, quis deixar que realmente me tocasse. Não fui sempre assim, acredite. Mas agora, agora que descobri o quanto é prazeroso o não sentir, o não se abrir... agora mais não. É que as barreiras cresceram, e agora elas são de aço.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;- A sua salvação é a minha perdição, então. Porque tudo que tinha para me proteger desmoronou no momento em que você me disse seu primeiro pensamento. A partir desse momento fui mais você do que fui eu mesma uma vida inteira. E agora? Você se recusas a sentir, se recusas a me enxergar. Não vê em si capacidade de amar, nem a mim que sou tão você.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Ele calou-se, olhar perdido dentro dos olhos dela. Íris diminuídas ao mínimo, em torno o mel se misturando ao jambo escuro e uma expressão de&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;pura determinação. Sim, o seu reflexo ali lhe dizia que talvez fosse verdade que havia muito dele ali dentro, mas ainda assim havia ela. A frágil&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e doce Julie, misturada ao gênio intransigente e arredio dele mesmo. Explosão, sangue, mistura venenosa demais para tentar se aproximar. Mas a imagem de si mesmo ali fazia seu narcisimo vir a torna e torna-se um imã poderoso contra toda a sua razão. Não era só apenas. A garota sentada a sua frente, de mãos inquietas nas próprias pernas, e de face tão adolescente quanto triste, o fascinava.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Sua tristeza tão profunda e tão bela, sua vontade e necessidade dele, o fizeram perder todo o fio de sua vida. Ela estava certa o tempo todo, ele não conseguia não sentir, se afastar, sem querer ele se doou para ela, sem querer ele se deu mais do que havia se dado a qualquer pessoa no mundo. E a certeza desse fato o assustou de uma maneira, que levantou de súbito e saiu de andando. Sem olhar pra trás. Sem caminho, porém, havia se perdido para sempre.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</content>
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